CÂMARAS MUNICIPAIS DESCOBRIRAM APOIO À DISTÂNCIA E ESTÃO
CONVENCIDAS.
in
Jornal Público
Silves
Há uns anos a Câmara de Silves foi contactada por uma empresa que
tinha um novo serviço para oferecer. "Era a empresa que manifestava
maior know-how, informação que foi recolhida e cruzada junto de
alguns municípios que tinham o serviço já instalado", conta a
presidente da câmara, Isabel Soares. Fez-se a experiência em 2008.
"E o feedback dos utentes não poderia ser melhor: sentiam-se
mais seguros, consideravam o serviço bastante útil." Hoje,
há 20 idosos com
teleassistência.
"A solidão muitas vezes é o maior problema deste público,
pretendem ficar nos seus lares, mas o problema da noite, que levanta
vários medos ("E se me acontecer qualquer coisa e eu estiver
sozinho?"), é bastante constrangedor", diz a autarca, por
email. E explica ainda que, periodicamente, os utilizadores são
contactados, para que haja uma avaliação do serviço.
Vila Real
O município tinha um programa chamado "Câmara Amiga", que integra
desde um banco de voluntariado a uma unidade móvel de saúde - que
percorre as freguesias do concelho e permite que quem tem menos
mobilidade tenha acesso a uma série de serviços de saúde, como o
telecardiograma (é feito na hora e, em caso de necessidade,
comunicado ao centro saúde de forma a poder ser analisado por um
médico). O passo seguinte foi, naturalmente, contratar os serviços
de uma empresa de
teleassistência, conta a vereadora Maria Dolores
Monteiro. Em 2008 o Presidente da República, Cavaco Silva, foi a
Vila Real entregar os primeiros dez aparelhos. Hoje, há 40
distribuídos. "E ainda no outro dia houve uma senhora que
contactou os operadores 16 vezes, num só dia." Razão: sentia-se só.
Mensalmente a câmara gasta entre 600 e 800 euros. "Os idosos não
pagam nada."
Pombal
Arrancou em definitivo em Janeiro e abrange para já 15 pessoas que
vivem com a reforma mínima. A Câmara Municipal de Pombal planeia
gastar, por ano, 3500 euros em
teleassistência, contando já com a
possibilidade de o serviço crescer e chegar a 21 pessoas. Todas são
acompanhadas pelas instituições de solidariedade da sua área de
residência, no âmbito do serviço de apoio domiciliário, e têm
autonomia reduzida. "A empresa que fornece o serviço instala
as unidades base, que se encontram ligadas a uma central e que é
gerida pela própria empresa, e que mensalmente dá conta à autarquia
das ocorrências verificadas", diz o vereador do pelouro de
Acção Social, Fernando Parreira.
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Álvaro
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